Até hoje a Legião Urbana é considerada a melhor banda de rock do Brasil. As letras poéticas de Renato Russo, aliadas às melodias simples da banda, até hoje emocionam milhares de legionários.
Este blog é uma homenagem de um legionário que cresceu ouvindo essa banda e tem muito para contar, muitas informações, comentários, opiniões pessoais, fatos, lembranças e histórias...
Urbana Legio Omnia Vincit. Força sempre!
Setembro de 2011 fará 15 anos que A TEMPESTADE (OU O LIVRO DOS DIAS) foi lançado.
Ouvi esse álbum apenas quando o Renato partiu. E tudo ficou ainda mais triste. A gente nunca espera que nossos ídolos um dia morrerão. Mesmo tendo ouvido a canção A VIA LÁCTEA várias vezes nas rádios, a tristeza de Renato me pareceu coerente com a nossa realidade, com o ser humano cada vez mais individualista e frio diante das mazelas e das tragédias do cotidiano ("Queria ser como os outros / E rir das desgraças da vida / Ou fingir estar sempre bem / Ver a leveza das coisas com humor / Mas não me diga isso"). O disco V já trazia uma tristeza bem profunda, ao falar da crise do país na Era Collor e dos problemas de Russo com a heroína, além de desilusões amororsas que doem fundo na alma.
Mas, mesmo com a epígrafe de A TEMPESTADE ("O Brasil é uma República Federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus" - Oswald de Andrade), nunca veria o álbum como a iminência da morte, como uma despedida. Mas ouvindo-o na íntegra após a sua morte (só fui comprar o álbum em dezembro de 1996, por falta de dinheiro), percebi a dor de Renato, o seu desespero que as canções tentavam traduzir. Logo contarei as minhas impressões sobre esse álbum, que é um dos meus preferidos.
Quando ouvi Legião Urbana DOIS pela primeira vez, lembro que fiquei extasiado.
A começar pela capa, de uma simplicidade comovente. Nada de fotos, nada de colorido.
Iniciando o LP (sim, na época em que eu ouvi, era um tempo de LPs, não existia ainda CD), ouvi alguns ruídos estranhos e, no meio disso, os versos de SERÁ: "Brigar pra que / Se é sem querer".
Aí, os acordes iniciais de DANIEL NA COVA DOS LEÕES se faziam ouvir. Guitarras melódicas e bem elaboradas, bateria e baixo com ecos do pós-punk inglês, teclados criando um clima épico. A letra confunde: paradoxos, metáforas. Só depois fui saber que se tratava de homossexualidade, sobre alguém que está 'nadando contra a correnteza' da sociedade: "Mas tão certo quanto o erro de ser barco / A motor e insistir em usar os remos".
QUASE SEM QUERER busca ser otimista em sua letra, tentando conviver com as dúvidas e buscando afirmar sua individualidade. Apesar disso, vemos claramente o desepero do eu lírico: ele busca o conforto e a segurança para o que sente na pessoa amada. Muitos violões aparecem na canção, mostrando um caminho que seria muito aproveitado pela banda, que iria se definir mais tarde como uma banda folk que trabalha dentro do rock.
ACRILIC ON CANVAS é uma das minhas preferidas: uma balada pós-punk básica, com efeitos, poesia e muito lirismo. Uma das melhores baladas da Legião.
EDURADO E MONICA é a primeira históra de Renato a entrar em um disco. Uma comédia romântica que se tornou um clásico e tem tudo para virar um roteiro de cinema. Um dos clássicos do disco. Quando eu era garoto (com meus treze anos, ficava repetindo essa faixa toda hora para tentar decorar a letra).
CENTRAL DO BRASIL é um instrumental acústico, que prepara o ouvinte para o grande clássico do disco: TEMPO PERDIDO. Música e letra perfeitas! Fala sobre o carpe diem, sobre aproveitar o tempo, fazendo o melhor possível a cada dia, porque "somos tão jovens". É o fim do lado 1 do LP.
O lado 2 começa com METRÓPOLE. Punk rock pesado e agressivo com letra irônica que revela o desejo sádico e a indiferença da sociedade pelas tragédias alheias. Acho que essa canção é uma das poucas que têm ligação com o 1º disco.
PLANTAS EMBAIXO DO AQUÁRIO é um pós-punk básico com efeitos e com a repetição do refrão pelos membros da banda: "Não deixe a guerra começar". No meio disso tudo ainda vemos várias vozes conflitantes em várias línguas.
MÚSICA URBANA 2 é o Renato em voz e violão. Letra hipnotizante, vocal sujo e grave cantando a cidade e suas sujeiras cotidianas.
Em seguida, violões e guitarras - aliadas ao baixo, à bateria e a um dos poemas mais belos de Russo - criam um dos momentos mais melódicos do álbum, ANDREA DORIA, fazendo com certeza chorar os mais sensíveis. Veja a beleza desse versos: "Às vezes parecia que de tanto acreditar / Em tudo o que achávamos tão certo / Teriamos o mundo inteiro e até um pouco mais: / Faríamos floresta do deserto / E diamantes de pedaços de vidro. (...) Não queria te ver assim / Quero a tua força como era antes (...) / Eu sei, é tudo sem sentido / Quero ter alguém com quem conversar / Alguém que depois não use o que eu disse / Contra mim. / (...)".
Quando eu ainda me recuperava pelo choque poético que a canção me causou, vem FÁBRICA, punk, socialista, ecológica, cantada por um eu lírico operário que pede por justiça e trabalho honesto. Uma bandeira em prol classes trabalhadoras exploradas.
Aí eu pensava que nada mais poderia vir que me causasse algum impacto. Engano meu. O fim seria apoteótico: "ÍNDIOS". Lirismo, beleza, poesia, melancolia. Teclados criam um clima pungente, no mais, um violão, um baixo e uma bateria ajudam a dar vida à canção, que termina com os versos: "Nos deram espelhos e vimos um mundo doente / Tentei chorar e não consegui".
DOIS é um disco para se descobrir coisas novas a cada audição: um verso, um acorde, uma melodia, um riff de guitarra, os violões marcantes. Questões sociais e amorosas, mas tudo passando pelo prima emotivo, sem o grito e a explosão do 1º disco.
O melhor disco lançado nos anos 80, sem dúvida.
Abaixo estão os vídeos do Youtube, retirados do programa "Discoteca MTV", com um especial sobre esse álbum. Vale a pena conferir.
Em 1993, Renato participou do SHOW PELA VIDA, evento beneficente em prol do projeto liderado pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Vários grupos participaram, e eu fiquei até tarde diante da TV esperando o nosso poeta aparecer. O programa passou ao vivo na Band.
O mais legal foi ver os fãs legionários no show aguardando Renato com fervor. Ele entrou no palco empunhando um violão, e sozinho fez sua breve e memorável apresentação.
Antes de cantar, porém, ele pegou pedaçoes de revistas e leu duas reportagens: uma falava de jovens que foram espancados por serem confundidos com bandidos. A outra falava do aumento do salário dos políticos concedidos por eles mesmos, enquanto o aumento do mísero salário do trabalhador ficaria para depois.
Assim, Renato iniciou com QUE PAÍS É ESTE. Em seguida cantou POR ENQUANTO, emendando o refrão de O MUNDO ANDA TÃO COMPLICADO e a parte final de HÁ TEMPOS (que fala de disciplina, compaixão e ter coragem). Por fim, ele disse "Que Deus abençoe todos nós", despedindo-se assim do público, que aplaudia emocionado.
No meu trabalho de garimpagem no Youtube, finalmente achei esse vídeo. Vale a pena dar uma conferida!
Não entendo essas coletâneas que não trazem nada de novo... Foi assim com o cd “Mais do Mesmo”. Agora esse perfil!
Alguns fãs dirão: “Esse cd vai ajudar os fãs mais novos conhecerem melhor a banda”. Discordo! A discografia está toda em catálogo, relançamentos foram feitos... Para que essa coletânea? Só mais um caça-níqueis? Com certeza, isso não é ideia do Dado e Bonfá, que não precisam disso para sobreviver. Tem muita gente aí querendo lucrar em cima do legado da banda.
E o DVD ao vivo com os shows do Metropolitan, na turnê do álbum O Descobrimento do Brasil, em 1994? E as sobras de estúdio? E as canções inéditas? E os ensaios? Shows e mais shows? Especiais de TV e rádio? Não é possível que isso vá ficar mofando nos arquivos da gravadora! Seria muita irresponsabilidade.
Sem falar na tão prometida caixa com material raro, que iria se chamar MATERIAL. Acho que isso nunca sairá do papel.
Já que é assim, fui até o Youtube e garimpei tudo o que pude da Legião Urbana. Tem muita raridade, muita coisa legal! Aos poucos vou colocando aqui no blog, ok?
Ah, vejam a lista do Mais do Mesmo (1998) e desse Perfil (2011). É quase a mesma lista! Por que não pegaram versões desconhecidas dessa canções (tenho certeza de que a gravadora tem várias versões alternativas)?
MAIS DO MESMO
1- Será
2- Ainda É Cedo
3- Geração Coca-Cola
4- Eduardo E Mônica
5- Tempo Perdido
6- Índios
7- Que País É Esse?
8- Faroeste Caboclo
9- Há Tempos
10- Pais E Filhos
11- Meninos E Meninas
12- Vento no Litoral
13- Perfeição
14- Giz
15- Dezesseis
16- Antes Das Seis
PERFIL
1.Tempo Perdido
2.Será
3.Quase sem Querer
4.Índios
5.Há tempos
6.Perfeição
7.Metal contra as nuvens
8.Pais e filhos
9.O teatro dos vampiros
10.Giz
11.Vento no Litoral
12.Faroeste Caboclo
13.Que país é Este
14.Eduardo E Monica
De novidade mesmo, só Quase sem Querer, Metal contra as Nuvens e O Teatro dos Vampiros. Onde estão as canções de A Tempestade e Uma Outra Estação? Não fazem falta? São itens menores na obra legionária? Não acredito nisso!
Para os verdadeiros fãs: o melhor da banda não está em coletâneas, mas em toda a sua discografia, do 1º ao último disco: poesia e simplicidade musical que fascinaram (e ainda fascinam) jovens e adultos em todo o Brasil.
Que tal pegar aquele seu cd ou vinil da Legião guardado na estante e ouvir agora? Mas, aqui vai uma advertência: OUÇA NO VOLUME MÁXIMO!
Ano passado a TV mostrou várias agressões entre jovens brasileiros, e isso vem se repetindo sempre. O motivo? Homofobia.
O que está acontecendo com a juventude? Onde está o respeito às diferenças e à diversidade? Parece que estamos vivendo uma nova Idade Média.
Renato Russo fez várias declarações que muitos consideravam polêmicas. Não acho. Na verdade, ele estava apenas tentando conscientizar a juventude em relação à homossexualidade, tentando com isso acabar coom o preconceito. Vale a pena conferir alguns trechos de entrevistas sobre esse assunto:
“Como cidadão, tenho como postura política ser contra qualquer tipo de preconceito em relação à sexualidade humana”. (1992)
“Eu vim ao mundo com luz, não tenho que me enfiar num buraco. Não quero me sentir como um torcedor do Botafogo no meio da torcida do Flamengo”. (1994)
“Reafirmo minha homossexualidade para evitar que as pessoas passem pelo que eu passei: achar que era doente, que era estranho, que ia morrer e seguir direto para o inferno. Para poder ter a liberdade de ser quem eu sou”. (1994)
“Faço parte de uma minoria que não é tão minoria assim, ainda mais neste país. (...) É importante falar sobre isso. Se eu fizesse parte de outra minoria e se existissem coisas que me incomodassem, acho que, tendo a posição de artista, eu falaria”. (1994)
“O caminho é por aí: é preciso respeitar as pessoas que não são comuns, que não são maioria. Gente que não vai gritar pela Copa do Mundo, gente que pensa, que não aceita tudo o que é dito. A maior parte das pessoas não pensa, nem existe. O modelo da pessoa comum é vazio. Você não pode discordar de nada para não parecer diferente”. (1994)
“O homossexualismo não é a coisa mais importante do mundo. Talvez seja, para mim, agora. Mas, além de dizer que o gay tem direito, é preciso dizer que a criança tem direito, o negro tem direito, o cidadão tem direito. Falam muito de minorias, mas, no Brasil de hoje, a vida está impossível, inclusive, para o macho adulto branco”. (1994)
“Eu fiz este disco (Stonewwal Celebration Concert) para mostrar que a gente tem dignidade, que têm pessoas legais trabalhando pelas diferenças. O fascismo é muito perigoso. Daqui a pouco, se você não for macho, adulto e branco, você está perdido”. (1994)
“Revelar que está na contramão da heterossexualidade normativa é uma decisão difícil. Eu me abri porque senti que estava na hora, que isso me daria mais liberdade no meu trabalho e, também, porque eu não queria enrolar o jovem ou a jovem que estava ouvindo aquilo, sem saber se era aquilo mesmo. Não abrir o jogo seria desonesto commeu público”. (1995)
Por fim, um comentário repleto de sarcasmo do nosso poeta:
“Eu não quero mais fazer ativismo gay. Na minha cabeça, eu decidi, muito humildemente, que quem precisa de ajuda são os heterossexuais. É só a minha opinião, pelo amor de Deus!”. (1996)
Faz falta um cara como o Renato Russo no nosso país, para nos ajudar a refletir sobre as hipocrisias e o preconceito que existem por toda parte. A juventude está sem um porta-voz. É um tempo de Restart, Fiuk, Fresno e NX-Zero. Uma pena.
Vale a pena assistir a estas duas entrevistas abaixo do YouTube, em que Renato fala sobre o tema.
Como está no encarte do cd "Stonewall Celebration Concert", álbum-solo de Renato, lançado em 1994, "A ignorância é vizinha da maldade. Buscar informação é o melhor caminho. Força sempre".
O álbum "Duetos", que, como o nome já diz, contém duetos (reais e virtuais) de Renato Russo com vários artistas da música brasileira, me cheirou a "mais do mesmo", pois muita coisa ali já foi lançada em discos passados e pouca coisa é relamente novidade (quem aqui não se cansou de ouvir "A cruz e a espada" com Paulo Ricardo e "A Carta" com Erasmo Carlos, por exemplo?).
Por outro lado, duas canções são excepcionais, e já valem o preço que paguei pelo cd: "Celeste", parceria com Marisa Monte, e "Esquadros", com Adriana Calcanhoto. Ficaram excelentes!
Alguns anos depois (a canção foi composta em 94), Renato mexeu um pouco na letra e transformou "Celeste" em "Soul Parsifal", que entrou em "A Tempestade". Ambas as canções são pops deliciosos, pra cima, mas "Celeste" ganha pela espontaneidade e pela voz da Marisa Monte.
O dueto com Adriana foi extraído do programa "Por acaso", de 94, e impressiona a todos pelo cenário e pela potência da voz de Renato junto com a voz doce da cantora.
Vale a pena conferir esses dois belos momentos da música popular brasileira!
Após 14 anos da tempestade que deixou desolados milhares de fãs em todo o Brasil, Renato Russo não está morto.
Pelo menos enquanto as canções da Legião Urbana permanecerem nas bocas e nos corações dos fãs, suas mensagens continuarão vivas.
O mesmo se diz comerciamente: é incrível o fôlego que a obra legionária mantém nas lojas de todo o Brasil. Média de vendas muito melhor do que muitos artistas em atividade; todos os álbuns permanecem em catálogo (tente procurar o primeiro álbum de um grupo há anos em atividade e veja a diferença), sem falar na última cartada da banda: o relançamento em box, em cds avulsos e em vinil de todos os oito discos de estúdio, contendo fotos e textos inéditos. Coisa para antigo fãs. Coisa para novos fãs. coisa para simpatizantes da banda. Coisa para curiosos. Coisa para todos que gostam de boa música, num cenário que se mostra tão medíocre com essas bandas de rock atuais, que nada dizem para esta geração.
Pensando asim, dá orgulho em ser legionário, uma vez que não há um culto assim no Brasil. Lá fora cultua-se até hoje Beatles, Elvis, The Smiths e muitos outros. E aqui no Brasil? Que memória fazemos de nossos grupos de rock mais expressivos? Talvez um Raul Seixas e um Cazuza ainda sejam lembrados, mas não como acontece com a Legião Urbana. Os seguidores desta banda recusam-se a deixar que ela seja esquecida.
Filmes têm previsão de lançamento para o ano que vem. A vida em Brasília do jovem Renato Russo será lembrada em "Somos Tão Jovens". A saga "Faroeste Caboclo" também chegará às telas. enfim, tudo para levar à frente o nome de Renato Russo e da Legião Urbana.
O fôlego da Legião Urbana é incrível! E os fãs somos responsáveis por levar o nome da banda às futuras gerações, mantendo as canções legionárias vivas. Afinal, como o próprio Renato dizia, "A Legião Urbana hoje em dia só existe por causa dos fãs". Força sempre!
Na verdade, o que pretendo mostrar no meu trabalho acadêmico?
Talvez o resumo da monografia explique:
RESUMO
Com esta monografia pretendemos mostrar a importância da obra de Renato Russo como vocalista e letrista da banda brasileira de rock'n'roll Legião Urbana dentro do contexto do mundo pós-moderno, cujo sujeito encontra-se fragmentado numa sociedade pluralista; esta mesma sociedade passa por diversas transformações nos séculos XX e XXI, afetando os diversos setores da nossa sociedade. Mudanças essas que têm o seu reflexo na política, na economia, na literatura, na música, na pintura, enfim, nas artes em geral. Dentro desse contexto, a Legião Urbana emergiu e sua obra torna-se referência para a arte contemporânea. Assim, será analisada a obra poética de Renato Russo pelo viés pós-moderno, a partir da construção da identidade, da fragmentação da sociedade contemporânea e da voz do marginal e das minorias, em especial das mulheres. Será visto ainda como o hibridismo, o hiper-real, a metonímia e a paródia estão presentes no poema épico contemporâneo “Faroeste Caboclo”. Para este trabalho foram utilizadas obras de teóricos que tratam sobre a pós-modernidade, tais como Linda Hutcheon, Perry Anderson, Steven Connor, David Harvey, Zigmunt Bauman, Stuart Hall, entre outros; e livros específicos sobre a vida, os pensamentos, as ideias e a análise das letras de Renato Russo, que nos ajudarão a fazer o paralelo entre as principais questões pós-modernas e a poética do poeta contemporâneo.
Como vocês sabem, meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi sobre a Poética Romântica de Renato Russo. Tentei mostrar como havia uma ideologia do romantismo nas letras de Russo. O trabalho foi um sucesso e acabei ganhando um 10. Alguns capítulos, inclusive, foram postados aqui.
Aí, entrei, em 2009, na pós-graduação em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. E aí? Sobre o que escrever na monografia? Como estudamos muito sobre pós-modernismo, tive então a ideia (não muito aceita pelo meu orientador no início) de falar novamente sobre Renato Russo, desta vez sobre uma perspectiva pós-moderna.
Não teve jeito: escrevi UMA LEITURA PÓS-MODERNA DA OBRA DE RENATO RUSSO, que considero um trabalho inferior ao anterior, mas até bem interessante. Mais uma vez Renato me ajudou em um momento importante em minha vida. O trabalho me valeu um 9, e, como disse a professora que orientou a pesquisa (a "pré-monografia"), isso faz de mim um pesquisador dentro dessa área que eu me propus a estudar (Renato Russo na literatura).
E acabou sendo ainda mais uma homenagem que fiz ao nosso poeta. Ele merece isso.
A defesa da monografia foi no dia 27/09/2010, às 13h, na Universidade Severino Sombra, Vassouras-RJ. Estão postadas fotos com alguns momentos da minha apresentação.
Fiquei tanto tempo sem postar nada por conta de problemas pessoais e por não ter muito tempo para acessar a internet e eis que entro no blog e encontro tanta gente seguindo este espaço que criei para contar tudo sobre o universo da Legião Urbana! Muito obrigado pelos mais de 11.000 acessos! Farei o possível para manter este espaço sempre atualizado para que possamos trocar ideias e histórias sobre essa que é a banda que marcou várias gerações, que marcou principalmente nossas vidas!