sexta-feira, 13 de julho de 2012

GRANDES BANDAS PARA SE OUVIR NO DIA MUNDIAL DO ROCK (13/07/2012)



Legião Urbana


Minha banda de rock número um (todos temos a nossa banda preferida). Considerada a maior banda de rock de todos os tempos no Brasil, nasceu em 1982 em Brasília e até hoje conquista fãs em todo o país. Seu líder, Renato Russo (27/03/1960 – 11/10/1996), é o grande letrista de sua geração: poeta, contestador, romântico, terno, agressivo, encarnou a figura do rock star em um país carente de ídolos. Dado Villa-Lobos (guitarras) e Marcelo Bonfá (bateria) completam a banda, que teve ainda a presença de Renato Rocha (Negrete, baixo) nos três primeiros álbuns. A banda tem influências diversas (rock/pop/folk/punk/pós-punk), principalmente de bandas como Ramones, Sex Pistols, Joy Division, Beatles, Bob Dylan entre outras.








The Smiths


A grande banda inglesa dos anos 80, durou apenas 5 anos e até hoje é cultuada pelos serviços prestados ao rock, pelo seu som pós-punk com as letras confessionais de Morrissey (lenda viva do Rock), ora atormentadas ora sarcásticas, e as guitarras marcantes, simples e harmônicas de Johnny Marr. A banda é até hoje uma referência no cenário britânico.







The Cure

Liderada pelo vocalista Robert Smiths, o som da banda pós-punk enveredou pelo que chamamos de rock gótico, com letras muitas vezes depressivas, climáticas e instrumental denso.








Radiohead


A maior banda inglesa da atualidade, nascida nos anos 90, mistura de brit rock, pós-punk e experimentalismos e barulhos eletrônicos diversos, com destaque para o vocalista e letrista Thom Yorke, imagem do rockeiro atormentado. “Ok Computer” aparece em qualquer lista dos maiores discos de rock de todos os tempos. Este álbum colocou a banda no 1º escalão do rock.








U2


Amem ou odeiem, essa banda irlandesa é um dos grandes nomes do rock no mundo, tendo à frente o vocalista Bono Vox e as guitarras excelentes de The Edge. Uma lenda viva do rock.






Ramones


Punk em estado bruto: som seco, sem firulas, sem solos, poucos acordes, músicas com 2 ou 3 minutos e muita energia. Impossível não se empolgar! One, two, trhee, four!...












Joy Division



Uma das melhores coisas surgidas no pós-punk da Inglaterra, possui letras poéticas, vocais graves de Ian Curtis, que se enforcou no auge da banda aos 22 anos para se virar mais uma lenda do rock que teve vida curta e intensa. Destaque para sua dança epiléptica (ele realmente era epiléptico) e saus letras. O som tem a força do punk, sem abrir mão de lirismo e algumas experimentações eletrônicas. Bateria quase militar, baixo hipnico, guitarras simples e potentes, muito influenciou a Legião Urbana no início de carreira. Vale a pena baixar o filme “Control”, sobre a banda e sobre a vida de Curtis.






Coldplay


Muitos adoram falar mal dessa banda, mas sem dúvida é uma das melhores bandas inglesas da atualidade, com seu rock pop que criou diversos hinos para o mundo pop.





Belle & Sebastian


O apogeu do “rock fofinho”: melodias deliciosas, simplicidade, técnica e bom gosto, influências dos anos 60 com Smiths, mostra que o rock não precisa ter cara de mau. Poucas pessoas conhecem essa banda escocesa, e eu adoro ser um dos poucos que curtem (é como uma pérola encontrada que você não faz questão de mostrar para todo mundo: basta você conhecer e gostar).






The Cranberries


A melhor banda com vocais femininos, Dolores é uma das melhores vocalistas do mundo rockeiro. Muita baladas, rocks básicos, muitos sentimentos nas letras, muita beleza e simplicidade nas composições deste quarteto oriundo da Irlanda.








R.E.M
Banda norte-americana, começou como uma garage band e virou uma banda gigantesca a partir do álbum “Out of Time”, graças ao hit “Loosing My Religion”.





Metallica


Maior banda de metal do universo, é como vinho: quanto mais velho, melhor. Começaram com o trhash metal (veloz e agressivo), e incluíram heavy metal, hard rock, hardcore e até baladas ao longo da carreira. Uma banda que soube reinventar-se e manter-se no topo do metal.





Nirvana

Precisa falar muito? A maior banda grunge surgida nos anos 90, vinda de Seattle, Estados unidos. Kurt Cobain, vocalista, letrista e guitarrista, deu um fim à banda com um tiro na própria cabeça, entrando no hall dos rockeiros talentosos que morreram com 27 anos. O som da banda? Um petardo: grunge, punk, sem deixar de ser pop. Agressivo, terno, pesado, delicado. Cobain gênio.






Smashing Pumpkins

Banda de rock alternativo norte-americana formada em Chicago em 1987. Seu som passa por diversas vertentes do rock: metal, grunge, progressivo, experimentalismos eletrônicos e um pouco de punk. Letras angustiadas, tem à frente o líder e idealizador Billy Corgan.






Sex Pistols


Causou escândalo nos anos 70, com uma postura anárquica e falando mal da realeza britânica. O vocalista Johnny Rotten é a personificação do punk rock. A banda levou ao extremo o lema punk DO IT YOURSELF (faça você mesmo), em que a energia e o vigor valem mais que a técnica. Se não houvesse existido os Sex Pistols, muitas bandas hoje não existiram, pois foram diretamente influenciadas por eles.






segunda-feira, 4 de junho de 2012

Dez motivos para você gostar do show-tributo à Legião Urbana com Dado, Bonfá e Wagner Moura


Todo mundo sabe: odeio tributos à Legião Urbana. Sou muito chato em relação a isso. Cheguei a postar sobre isso certa vez aqui no blog.
Sempre são caça-níqueis e mancham a obra da Legião Urbana com versões abomináveis.
Então você espera que eu vá meter o pau no tributo à Legião Urbana com a presença dos eternos legionários Dado e Bonfá e do ator Wagner Moura que a MTV transmitiu ao vivo em São Paulo nos dias 29 e 30 de maio, certo?
Não mesmo.
Explico os motivos:

1. A família do Renato Russo sempre autoriza cds e tributos à Legião e ao Renato, como o show tributo que virou cd e dvd "Uma celebração". Ver Chorão, Forfun, Leela, Dinho e tantos outros interpretando as canções eternas da Legião não dá para engolir.

2. Não dá para entender a resistência da família em autorizar esse tributo e restringir músicas e mesmo o nome da banda. Não poderia ser Legião Urbana & Wagner Moura? Afinal, os Legionários Dado e Bonfá são a Legião (pelo menos 2/3 dela). Se alguém pode usar aquelas canções com autoridade, como bem entender, são eles! Sei que eles nunca irão desrespeitar uma obra que eles ajudaram a construir com o Renato.

3. Há milhares de bandas covers por aí, e 101% delas querem imitar o Renato, a sua dança, o seu jeito de falar, cantar... Banda cover é chato demais e não tem personalidade nenhuma. Ver Dado e Bonfá tocando e cantando Legião é uma honra para qualquer fã.


4. Dado e Bonfá são lendas vivas do rock nacional! Quem discorda? Ao lado deles, podemos contar nos dedos as outras lendas: Herbert Vianna, Bi Ribeiro, João Barone, Arnaldo Antunes, Lobão, Rita Lee, Arnaldo Baptista, Frejat...

5. Por isso, quer coisa melhor do que Dado e Bonfá executando canções que eles ajudaram a criar com o Renato? Além disso, talvez essa tenha sido a última vez que Dado e Bonfá cantaram e tocaram as canções legionárias. Foi, portanto, um momento histórico!

6. Digam o que disserem do Dado e Bonfá, mas eles mandam muito bem ao vivo!!! Tocam, cantam e nos fazem ter certeza: ali está a Legião Urbana!

7. Não havia aquele ar melodramático comum nos shows-tributos à Legião. Era uma celebração não apenas à memória do Renato, mas sim a toda a banda e às suas canções maravilhosas.


8. Wagner Moura desafinou? Sim, com certeza (mas até muitos cantores profissionais desafinam, e muito!). Mas agradou? Sim, com certeza! Mostrou humildade, respeito, afinidade com as canções, alegria por estar no palco com seus grandes ídolos (quem nunca teve esse sonho?), mostrou um carisma incrível (jamais vi tamanho carisma em outros tributos), pulou, dançou, enfim, estava muito feliz por viver aquele momento. E o mais importante: em momento algum quis ser Renato Russo.

9. O público estava em perfeita sintonia com o show, cantava todas as canções em uníssono. Com certeza, Wagner Moura não se ouvia com toda aquela gritaria, e mesmo assim não se intimidou.

10. É emocionante a reverência que os fãs fazem à Legião Urbana até hoje, diante das figuras de Dado e Bonfá. Um público que não aceita o que a mídia empurra (como o intragável forró universitário, por exemplo) e canta canções atemporais, que marcaram uma geração inteira e continuam marcando gerações que não conheceram a Legião na estrada (alguns nem sequer eram nascidos nessa época). Isso mostra a força dessas canções, mesmo que muitas não tenham refrãos e nem letras grudentas e de fácil assimilação. Popularidade, simplicidade e inteligência nas letras e nas composições são ingredientes que dão certo e podem estar associados. URBANA LEGIO OMNIA VINCIT.

Concorda com a minha crítica? Discorda? Faça o seu comentário! Mas antes, se não viu, veja a íntegra do segundo dia do show.

MTV Ao Vivo - Tributo à Legião Urbana - 30/05/12 (HD)


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Lançamento do meu livro de poemas, DEVANEIOS


Quem quiser adquirir a obra, segue o link: http://loja.livrariadapaco.com.br/literatura-1/poesia/devaneios.html

Aviso aos legionários

Caros amigos legionários;

O meu blog está desatualizado por conta do meu trabalho como professor em vários lugares, e o tempo me tem sido escasso. Mas semana que vem farei o possível para continuar postando coisas novas sobre a nossa LEGIÃO URBANA. 

FORÇA SEMPRE!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Livros legionários

Tenho alguns livros sobre a Legião Urbana que valem a pena ler.

Conversações com Renato Russo.

Compilação de várias entrevistas do Renato e da Legião publicados em vários jornais e revistas, durante 1985 e 1996, em que Renato fala sobre diversos assuntos. Quando comprei esse livro, acho que o devorei em um dia.


Renato Russo de A a Z - As ideias do líder da Legião Urbana (Coord.: Simone Assad)

A proposta desse livro é bem interessante: trata-se de centenas de palavras em ordem alfabética, em que Renato dá sua opinião sobre determinado assunto, como amizade, amor, drogas, família, governo, rock e por aí vai. é interessante ver o que Renato pensava sobre diversos assuntos, desde os mais simples aos mais polêmicos. Até hoje eu o leio de forma aleatória ou mesmo escolhendo algum tema específico.
Alguns comentários de Renato Russo presentes no livro:

O Brasil é um país que não é uma nação, onde a vítima é ré, e não se respeita mulher, negro e homossexual. (1987)
Não sou louco, sou alcoólatra. É diferente. Não vou ter vergonha de ter cabelo preto, de ser canhoto. Sou uma pessoa pública, não acho que deva mentir para as pessoas. (1995) 
O Descobrimento do Brasil é um disco sobre perda. Mas são poucas as pessoas que percebem isso, por causa do jeito que as músicas estão estruturadas. Todas as músicas são músicas de despedida. (1993)
Não dá para acreditar na grande mídia, e têm pessoas completamente servis, que acreditam em tudo o que lêem. (1996)
Um dos meus planos é — quando eu estiver com uns 40, 50 anos — escrever ficção. Eu tenho a minha vida toda planejada. (1986)


Renato Russo, O Trovador Solitário (Arthur Dapieve)

Biografia autorizada pela família, mostra o talento de Renato desde a infância, a doença que teve aos 15 anos, a descoberta do punk em Brasília, a turma da Colina, o Aborto Elétrico, a Legião Urbana, o sucesso, o processo de gravação de cada disco, algumas curiosidades e o fim da história. Embora fale sobre o alccolismo, Dapieve evitou entrar em temas mais polêmicos da vida do poeta. Vale a pena ler, principalmente aqueles que querem conhecer mais sobre a banda e sobre Renato Russo.

Na próxima postagem, falarei sobre mais dois livros que tenho sobre Renato & Legião.



sábado, 5 de novembro de 2011

Coleção Legião Urbana - Abril

Legião Urbana é uma das poucas bandas que podem se dar ao luxo de ter toda a discografia em catálogo. E olha que a 'banda física' acabou há exatos 15 anos! 
O que explica o fascínio pela Legião, mesmo passados tantos anos? Existem algumas respostas: as letras sinceras que tocam as pessoas e causam identificação, uma vez que muitas são escritas em 1ª pessoa. O instrumental simples, bem feito. a postura da banda, que jamais se vendeu pela fama. A inteligência, a postura, a ideologia, os discos clássicos, canções atemporais, inesquecíveis.
Ano passado, foi lançado um box com os discos de estúdio em digipack, versão de luxo, com novas fotos e textos sobre detalhes de bastidores à época do lançamento de cada álbum.
Eis, portanto, que a Abril coleções lança, este ano, a coleção da Legião Urbana; cada cd terá fotos e textos sobre o momento histórico no Brasil e no mundo e o processo de criação da obra.

Leia a reportagem sobre a coleção no link abaixo:
http://mdemulher.abril.com.br/tv-novelas-famosos/reportagem/acontece/discografia-completa-legiao-urbana-comeca-ser-vendida-643294.shtml

Será um volume por semana; após o 6º volume, chegarão dois por semana. Há ainda um box com um livreto com fotos e frases para guardar os cds.
Para muitos, não se passa de mais um lançamento caça-níqueis da EMI, que não lança nada de novo para os fãs. Para outros, é uma forma de manter a banda em evidência e sendo conhecida pelas novas gerações.
Com a pirataria rolando solta na internet, é de surpreender que muitos ainda comprem cds! E, realmente, as pessoas ainda compram Legião!!! Em muitos lugares, os cds esgotam em poucos minutos, assim que chegam às bancas! Legião é Legião!
Uma coisa é certa: tudo o que é lançado sobre Legião, faz sucesso. O motivo? Por ser esta uma grande banda de rock que até hoje encanta milhares de pessoas de várias gerações. A Legião está no mesmo patamar de ícones mundiais como The Smiths, The Doors, Beatles e outras lendas.

Abaixo, segue a apresentação da coleção pela editora Denise Bobadilha, da Abril (o áudio não está bom):


Entrevista com Dado e Bonfá sobre o lançamento:




segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Legião Urbana no Rock in Rio 2011

O dia extra do Rock in Rio (29/09/2011) teve a participação da Legião Urbana (Dado e Bonfá) com a Orquestra Sinfônica Brasileira, além de participações especiais (Dinho Ouro-Preto, Pitty, Paralamas, Tony Platão e Rogério Flausino).
Quase comprei o ingresso para esse dia, mas acabei desistindo de última hora e vi no dia os melhores momentos e, no dia seguinte, o show completo já podia ser visto no youtube.
O que eu achei? O show emocionou, sem dúvida alguma. Repertório de clássicos, todo mundo cantando junto, Dado e Bonfá com a competência de sempre, mas...
Não dá pra cantar Legião sem ser o Renato Russo... Infelizmente. Valeu a boa intenção, mas só Renato mesmo poderia cantar " 'Índios' " com aquela métrica sem métrica; Dinho cantando "Pais e Filhos" foi uma das coisas mais constrangedoras. Flausino canta bem, mas a dificuldade para cantar Legião é visível. Aquele timbre grave, aquelas letras declamadas, muitas vezes sem rima, sem métrica e sem refrão, só dava certo mesmo com o nosso poeta. Tentar cantar Legião não é para qualquer um.
Apesar de tudo, acho que valeu. Foi bonito ver a Orquestra Sinfônica acompanhando as canções legionárias e dando uma roupagem especial às melodias.
E serviu também para mostrar o valor instrumental da banda: uma orquestra, com músicos que estudaram música clássica a vida inteira, não executariam canções legionárias se não admirassem a importância dessas canções para a música e a cultura brasileiras.
E você, legionário, foi ao show? Tendo ido ou não, faça o seu comentário: Foi bom? Foi ruim? Comente!
Ao que tudo indica, esse show poderá virar um DVD. Espero que tenha extras com bastidores, ensaios e entrevistas interessantes. E o DVD do show do Metropolitan (Rio - 1994) até agora nada... Uma pena!
Para quem não viu ainda, na íntegra, o show do Rock in Rio ou quiser ver de novo, aí está o vídeo do youtube:




quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Renato Russo eterno

Renato Russo e sua adorável Legião Urbana fizeram parte da minha adolescência e, por que não dizer, da minha vida. Canções marcantes e inesquecíveis, letras inteligentes, sensíveis e confessionais, mensagens para jovens e adultos de qualquer geração.
Por isso, Renato Russo é eterno, será sempre o meu ídolo. Terno e agressivo, sensível e revoltado, inteligente, com voz potente, poeta de verdade (embora ele se considerasse apenas um letrista, um cantor de rock, um vocalista), carismático, imprevisível, fascinante no palco, conduzindo milhares de jovens em êxtase.
Nunca haverá outro como Renato Russo. Nunca. 
Renato se foi, a sua música, a música da sua Legião ficou. Ele cumpriu sua missão, deixou sua marca no mundo e nos ensinou um pouco de amor, amizade, perdão, ética, esperança, força, mesmo tendo uma vida tão atribulada (creio que seja a sina de todo artista sensível). Foi um amigo distante e sempre presente na vida de tantos jovens que até hoje ouvem suas canções como ideologia, como um estilo de vida.
Renato Russo eterno! Força sempre!

Abaixo, um vídeo do Youtube com a reportagem do Jornal da Globo exibida em 11/10/2011 sobre os 15 anos de saudade do poeta:


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Rock Brasília - Era de Ouro


Documentário ROCK BRASÍLIA - ERA DE OURO, com depoimentos e imagens raras do pessoal de Brasília que iniciou um movimetno na capital fededal em meio ao tédio e a repressão. Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial, entre outros, são os protagonistas dessa história que marcou várias gerações de jovens.


Rock Brasília – Era de Ouro: veja trailer do documentário

Por Cláudio Mldo
Em 20/08/11
Fonte: Radar do Rock

O documentário “Rock Brasília – Era de Ouro” mostra a construção cultural e ideológica da capital federal. O longa foi montado a partir de imagens de arquivo do documentarista Vladimir Carvalho, registradas desde o fim dos anos 1970. Em 111 minutos, o diretor e roteirista mostra a trajetória clássica do herói: bandas como Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude, que venceram empecilhos e o desafio de conquistar um lugar cultural no cenário brasileiro.
No dia 26 de setembro, o documentário será exibido na abertura oficial do 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. E já com prêmios no currículo. No último mês de julho, o longa ganhou o prêmio de “Melhor Documentário” no Paulínia Festival de Cinema 2011, realizado todos os anos no interior do Estado de São Paulo.


Vejam algumas imagens sobre o documentário.

Trailer oficial:


Três teasers sobre o documentário:




Mais um trailer bem legal sobre o documentário!



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A obra, os clássicos e a questão da crítica

Legião só faz clássicos, isso é fato.
Agora, qual é o melhor disco?
Poucos aqui votaram na enquete que eu coloquei no blog sobre o melhro álbum da banda. E o resultado foi surprendente: ganhou, com quatro (4) votos, "O Descobrimento do Brasil".
Surpreendente não porque não seja realmente o melhor (eu também votei nesse disco, é o meu preferido), mas ali contém um disco diferente, que foi "metralhado" pela crítica musical. Foi um álbum por muito tempo subestimado poética e musicalmente.
Mas oque é a crítica musical? São alguns rapazes que se acham todo-poderosos e podem elevar grandes porcarias e sepultar bandas promissoras.
"V", o 5° álbum da Legião, é odiado pela crítica e amado pelos fãs. Para muitos, é o melhor da obra legionária, e realmente é um grande disco, bem feito, hermético, neoprogressivo, parece uma grande história, com nessas óperas-rock. É um clássico, tem "Metal contra as Nuvens" (uma viagem medieval de mais de 11 minutos, passando pelo Brasil corrupto), "A Montancha Mágica" (que Renato considerava a melhor letra sobre drogas já escrita), "O Teatro dos Vampiros" (falando de desemprego e criminalidade), a loucura sã de "Serenísima", com um convite à serenidade embora a loucura e o caos estejam impregnados na sociedade; a mais bela canção de amor (ou desamor) da banda, a dolorida e reflexiva "Vanto no Litoral"; o conto de fadas pós-moderno "O mundo anda tão complicado", um alívio em meio a um clima tenso que permeia todo o disco.

E "A Tempestade (ou o livro dos dias)"? Pouca gente ouviu ou entendeu, e muitos meteram o pau em cima do disco. Um disco lindo, triste, melancólico, um retrato conturbado desses dias tão estranhos que vivemos. Renato abre seu coração para falar de seus sentimentos mais profundos, sua dor... E a crítica caiu em cima.
Então, você que é legionário, com eu, pode ter uma certeza: não é só de "Dois" e "A quatro Estações" que a obra da Legião se sustenta.

Ouça todos, pois são clássicos e, cada um a seu modo, conta uma história para nós e nos faz rel]fletir sobre a vida, sobre o mundo, sobre o que sentimos.
A obra legionária, sem exceção, é essencial para todo fã de rock brasileiro. Quem não ouviu os discos "menos conhecidos" e mais atacados pelos críticos, ouça e tire suas próprias conclusões.

Força sempre!