Até hoje a Legião Urbana é considerada a melhor banda de rock do Brasil. As letras poéticas de Renato Russo, aliadas às melodias simples da banda, até hoje emocionam milhares de legionários. Este blog é uma homenagem de um legionário que cresceu ouvindo essa banda e tem muito para contar, muitas informações, comentários, opiniões pessoais, fatos, lembranças e histórias... Urbana Legio Omnia Vincit. Força sempre!
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Paulo Ricardo x Renato Russo: Homens de Letras e Coincidências
Paulo Ricardo x Renato Russo: Homens de Letras e Coincidências
(Tom Leão - Bizz Abril de 86)
Um refrigerado restaurante em uma fornalha de tarde carioca. Este o local do crime, onde Tom Leão conseguiu reunir os vocalistas da Legião Urbana e do RPM, e também dois dos melhores letristas do rock brasileiro. Não foi preciso mais que uma pergunta para disparar o fogo cruzado.
Bizz - O que vocês faziam antes de suas respectivas bandas?
Renato - Eu dava aulas de inglês por dinheiro, mas adorava. Depois que terminar as coisas que estou fazendo, pretendo voltar a dar aula. Eu tentava ser para os alunos um mentor, alguém em que eles pudessem confiar, o que falta muito hoje em dia. Se eu não tivesse tido professores legais, talvez hoje estivesse trabalhando no Banco do Brasil.
Paulo - Eu era crítico de música por trabalho, para ganhar dinheiro e sair de casa. Com 18 anos, saí e formei uma banda, na qual já tinha o Schiavon. Comecei no Canja e passei para a Somtrês, mas em 83 já tava de saco cheio de escrever. Então um dia simplesmente deixei de entregar as matérias.
Renato- O que você ouve atualmente?
Paulo - James Brown e Marvin Gaye. Comprei todos do Hendrix, Cult...
Renato - Você gosta de ler?
Paulo - Sim, mas tenho problema com textos longos, tipo Ulisses. Acho que deveria ler mais os clássicos.
Renato - Como você compõem? Paulo - Normalmente coloco a letra em cima da melodia... Renato - Antigamente eu escrevia as letras antes, e depois ia encaixando nas músicas. Atualmente já penso mais como é que vai ficar a letra na música e tento fazer junto. Qual a que você mais gostou de compor?
Paulo - "Revoluções Por Minuto". Foi a que me deu mais trabalho. Fiz umas cinco versões...
Renato - A que eu mais gosto é "A Cruz e a Espada". Você é quem compõem todas?
Paulo - Neste disco calhou de a maioria das músicas serem minhas. Mas existem algumas todas minhas e outras que o Schiavon fez a música e eu meti as letras...
Renato - E tua formação musical qual é?
Paulo - Minha primeira referência é a Jovem Guarda. Desde garotinho adorava contar as músicas, sabia todas as do Roberto Carlos da época Em Ritmo De Aventura. Na época, inclusive, eu fui manequim infantil, mas parei com oito anos porque comecei a achar coisa de veado...
Renato - Eu não gostava de Jovem Guarda, de xerox, de coisa cantada em português. Com cinco aninhos eu já ouvia Beatles...
Paulo - Eu adoro Beatles, mas com doze anos eu ainda ouvia muita trilha de novela, muito Elton John, Jackson Five, Stevie Wonder... Sempre fui apaixonado por música negra. Eu sou carioca, até 72 morei no Rio, depois Florianópolis, mas Beatles só foi pintar pra mim em Brasília...
Renato - Você morou em Brasília?
Paulo - Três anos... Renato - Ih, é? Quando?
Paulo - 74-76. Renato - Onde? Paulo - Na 209 sul.
Renato - Você gostava de Brasília?
Paulo - Eu odiava. Porque eu saí do Rio, aí fui morar em Florianópolis, maior paraíso, vida de moleque de rua, praia, mil gatinhas... Foi um horror. Tinha 12, 13 anos, era uma época de ajustamento social. Eu não gostava daqueles guetos, aqui só para filhos de militares, todo mundo é filho de alguém, não se misturam, não trocam idéias. Tinha acabado de sair do paraíso para o planalto central. Eu não acreditava. Sentia o ar seco. Não gostava da divisão, eixão, eixinho, todos os prédios iguais... Era uma cidade muito boa para velho ou criança. Era calmo, muito playground.
Renato - É gozado, pois a gente pegou isso e começou a trabalhar justamente em cima disso. Anarquizar mesmo. Você foi numa idade foda. Com 16, 17 você barbariza. As turmas são jóias.
Paulo - E eu ainda usava óculos, os garotos maiores implicavam comigo.
Renato - Eu morei dois em Nova York, entre 67 e 69, com Monkess e Jimi Hendrix fazendo shows do lado e eu nem sabia. Então, quando fui para Brasília (Renato também é carioca), cheguei sabendo de tudo e aqui não tinha nada. Tinha esquecido como era o Brasil, como era feio esse lugar. Lá eu tinha tudo, TV a cores (aqui só chegou em 72). Aqui meu pai ligava o rádio e vinha aquela coisa horrorosa (cantarola "O Guarani", abertura da Voz do Brasil), eu morria de medo. Eu não sabia o que tava rolando na época (70), mas sentia alguma coisa errada. Parecia sempre que tinha morrido alguém. Mas me adaptei. Andava meio deslocado, usava óculos, e minha arma quando os caras vinham querendo dar porrada era contar histórias sobre como era a Disneylândia. Pra qualquer festinha sempre me chamavam pra discotecário, pois eu tinha todos os discos, até os de novela...
Paulo - Ainda tinha o problema das meninas que eram inatingíveis, sempre propriedade dos caras mais fortes. Eu tinha um pouco de complexo de inferioridade, não era bom em nenhum esporte, detestava futebol. Eu só gostava de bicicleta, às vezes ia pedalando até o aeroporto...
Renato - Que é longe pacas. Ao invés de jogar futebol eu ia ao cinema ou ficava ouvindo discos em casa. Depois que ganhei a fama de roqueiro, passaram a me achar maior perigo, tipo assim, aquele ali é maconheiro.
Paulo - Era gozado, pois, se você era diferente, era esquisito ou roqueiro.
Renato - Nessa época eu ouvia muito Pink Floyd, Genesis, James Taylor. O lance com menina rolava mais por causa de música, não era bem um namoro e ao mesmo tempo era. Mas eu era mesmo fã dos Beatles. Quando eles acabaram eu queria morrer. Eu era fã mesmo, achava que era o maior fã do mundo...
Paulo - Depois dos Beatles minha maior influência foi o Genesis, com Peter Gabriel, e depois o Led Zeppelin, mais lá pros 15 anos.
Renato - Para mim, depois dos Beatles, vinha Emerson, Lake & Palmer. Depois que acabaram todas as grandes bandas, eu desisti. Aí descobri o Dylan e desencavei todos os seus discos e passei a ouvir muito folk, Byrds, até chegar o punk. Oba! Descobri uma razão para viver. Aí vieram Siouxsie & The Banshees, The Cure, P.I.L. Pintou o Aborto Elétrico (primeira banda punk de Brasília). Imagina você ter um conjunto chamado Aborto Elétrico, numa época em que você não podia ter nem conjunto. Uma vez perguntaram ao Fê, que hoje é baterista do Capital Inicial, se ele era contra ou a favor do aborto elétrico, como se fosse algum anticoncepcional a laser. (Risos)
Paulo - Eu não fui afetado pelo punk, pois era um puta perfeccionista. Na época eu delirei muito com o primeiro disco do Beto Guedes.
Renato - A gente precisa tomar cuidado com esses aí, que eles vivem pegando idéias da gente. Eu ia gravar "London, London" também... A gente tinha uma música chamada chamada "Revoluções por Minuto"...
Paulo - Foi sem querer.
Renato - É super, né? Supercoincidência. (E por coincidência também, pintam no som ambiente, em seqüência, "A Cruz e a Espada", do RPM, e "Soldados", da Legião).
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
"Lembranças e histórias" agora está no Facebook!
Amigos legionários, criei uma página deste blog no Facebook! Acessem e ajudem a divulgá-lo! Comentem e, se tiverem material sobre a Legião Urbana, postem lá!
https://www.facebook.com/LegiaoUrbanaLembrancasEHistorias
Força sempre!
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terça-feira, 6 de novembro de 2012
Página oficial da Legião no Facebook.
Estou na correria, quase não tenho tempo para nada (fim de ano letivo é sempre assim, pois trabalho em três escolas). Mas pretendo atualizar meu blog em breve. Para o pessoal do Facebook, vale a pena curtir a página oficial da Legião Urbana: https://www.facebook.com/Legiaourbanaemi?fref=ts
Força sempre!
sexta-feira, 13 de julho de 2012
GRANDES BANDAS PARA SE OUVIR NO DIA MUNDIAL DO ROCK (13/07/2012)
Legião Urbana
Minha banda de rock
número um (todos temos a nossa banda preferida). Considerada a maior
banda de rock de todos os tempos no Brasil, nasceu em 1982 em
Brasília e até hoje conquista fãs em todo o país. Seu líder, Renato Russo
(27/03/1960 – 11/10/1996), é o grande letrista de sua geração:
poeta, contestador, romântico, terno, agressivo, encarnou a figura
do rock star em um país carente de ídolos. Dado Villa-Lobos
(guitarras) e Marcelo Bonfá (bateria) completam a banda, que teve
ainda a presença de Renato Rocha (Negrete, baixo) nos três
primeiros álbuns. A banda tem influências diversas
(rock/pop/folk/punk/pós-punk), principalmente de bandas como Ramones,
Sex Pistols, Joy Division, Beatles, Bob Dylan entre outras.
The Smiths
A grande banda inglesa
dos anos 80, durou apenas 5 anos e até hoje é cultuada pelos
serviços prestados ao rock, pelo seu som pós-punk com as letras confessionais de Morrissey (lenda viva do Rock), ora atormentadas ora
sarcásticas, e as guitarras marcantes, simples e harmônicas de
Johnny Marr. A banda é até hoje uma referência no cenário
britânico.
The Cure
Liderada pelo vocalista
Robert Smiths, o som da banda pós-punk enveredou pelo que chamamos
de rock gótico, com letras muitas vezes depressivas, climáticas e
instrumental denso.
Radiohead
A maior banda inglesa
da atualidade, nascida nos anos 90, mistura de brit rock, pós-punk e
experimentalismos e barulhos eletrônicos diversos, com destaque para
o vocalista e letrista Thom Yorke, imagem do rockeiro atormentado.
“Ok Computer” aparece em qualquer lista dos maiores discos de rock
de todos os tempos. Este álbum colocou a banda no 1º escalão do
rock.
U2
Amem ou odeiem, essa
banda irlandesa é um dos grandes nomes do rock no mundo, tendo à
frente o vocalista Bono Vox e as guitarras excelentes de The Edge.
Uma lenda viva do rock.
Ramones
Punk em estado bruto:
som seco, sem firulas, sem solos, poucos acordes, músicas com 2 ou 3
minutos e muita energia. Impossível não se empolgar! One, two,
trhee, four!...
Joy Division
Uma das melhores coisas
surgidas no pós-punk da Inglaterra, possui letras poéticas, vocais
graves de Ian Curtis, que se enforcou no auge da banda aos 22 anos
para se virar mais uma lenda do rock que teve vida curta e intensa.
Destaque para sua dança epiléptica (ele realmente era epiléptico)
e saus letras. O som tem a força do punk, sem abrir mão de lirismo
e algumas experimentações eletrônicas. Bateria quase militar,
baixo hipnico, guitarras simples e potentes, muito influenciou a
Legião Urbana no início de carreira. Vale a pena baixar o filme
“Control”, sobre a banda e sobre a vida de Curtis.
Coldplay
Muitos adoram falar mal
dessa banda, mas sem dúvida é uma das melhores bandas inglesas da
atualidade, com seu rock pop que criou diversos hinos para o mundo
pop.
Belle & Sebastian
O apogeu do “rock
fofinho”: melodias deliciosas, simplicidade, técnica e bom gosto,
influências dos anos 60 com Smiths, mostra que o rock não precisa
ter cara de mau. Poucas pessoas conhecem essa banda escocesa, e eu
adoro ser um dos poucos que curtem (é como uma pérola encontrada
que você não faz questão de mostrar para todo mundo: basta você
conhecer e gostar).
The Cranberries
A melhor banda com
vocais femininos, Dolores é uma das melhores vocalistas do mundo
rockeiro. Muita baladas, rocks básicos, muitos sentimentos nas
letras, muita beleza e simplicidade nas composições deste quarteto
oriundo da Irlanda.
Banda norte-americana,
começou como uma garage band e virou uma banda gigantesca a partir
do álbum “Out of Time”, graças ao hit “Loosing My Religion”.
Metallica
Maior banda de metal do
universo, é como vinho: quanto mais velho, melhor. Começaram com o
trhash metal (veloz e agressivo), e incluíram heavy metal, hard
rock, hardcore e até baladas ao longo da carreira. Uma banda que
soube reinventar-se e manter-se no topo do metal.
Precisa falar muito? A
maior banda grunge surgida nos anos 90, vinda de Seattle, Estados
unidos. Kurt Cobain, vocalista, letrista e guitarrista, deu um fim à
banda com um tiro na própria cabeça, entrando no hall dos rockeiros
talentosos que morreram com 27 anos. O som da banda? Um petardo:
grunge, punk, sem deixar de ser pop. Agressivo, terno, pesado,
delicado. Cobain gênio.
Banda de rock
alternativo norte-americana formada em Chicago em 1987. Seu som passa
por diversas vertentes do rock: metal, grunge, progressivo, experimentalismos
eletrônicos e um pouco de punk. Letras angustiadas, tem à frente o
líder e idealizador Billy Corgan.
Sex Pistols
Causou escândalo nos
anos 70, com uma postura anárquica e falando mal da realeza
britânica. O vocalista Johnny Rotten é a personificação do punk
rock. A banda levou ao extremo o lema punk DO IT YOURSELF (faça
você mesmo), em que a energia e o vigor valem mais que a técnica.
Se não houvesse existido os Sex Pistols, muitas bandas hoje não
existiram, pois foram diretamente influenciadas por eles.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Dez motivos para você gostar do show-tributo à Legião Urbana com Dado, Bonfá e Wagner Moura
Todo mundo sabe: odeio tributos à Legião Urbana. Sou muito chato em relação a isso. Cheguei a postar sobre isso certa vez aqui no blog.
Sempre são caça-níqueis e mancham a obra da Legião Urbana com versões abomináveis.
Então você espera que eu vá meter o pau no tributo à Legião Urbana com a presença dos eternos legionários Dado e Bonfá e do ator Wagner Moura que a MTV transmitiu ao vivo em São Paulo nos dias 29 e 30 de maio, certo?
Não mesmo.
Explico os motivos:
1. A família do Renato Russo sempre autoriza cds e tributos à Legião e ao Renato, como o show tributo que virou cd e dvd "Uma celebração". Ver Chorão, Forfun, Leela, Dinho e tantos outros interpretando as canções eternas da Legião não dá para engolir.
2. Não dá para entender a resistência da família em autorizar esse tributo e restringir músicas e mesmo o nome da banda. Não poderia ser Legião Urbana & Wagner Moura? Afinal, os Legionários Dado e Bonfá são a Legião (pelo menos 2/3 dela). Se alguém pode usar aquelas canções com autoridade, como bem entender, são eles! Sei que eles nunca irão desrespeitar uma obra que eles ajudaram a construir com o Renato.
3. Há milhares de bandas covers por aí, e 101% delas querem imitar o Renato, a sua dança, o seu jeito de falar, cantar... Banda cover é chato demais e não tem personalidade nenhuma. Ver Dado e Bonfá tocando e cantando Legião é uma honra para qualquer fã.
4. Dado e Bonfá são lendas vivas do rock nacional! Quem discorda? Ao lado deles, podemos contar nos dedos as outras lendas: Herbert Vianna, Bi Ribeiro, João Barone, Arnaldo Antunes, Lobão, Rita Lee, Arnaldo Baptista, Frejat...
5. Por isso, quer coisa melhor do que Dado e Bonfá executando canções que eles ajudaram a criar com o Renato? Além disso, talvez essa tenha sido a última vez que Dado e Bonfá cantaram e tocaram as canções legionárias. Foi, portanto, um momento histórico!
6. Digam o que disserem do Dado e Bonfá, mas eles mandam muito bem ao vivo!!! Tocam, cantam e nos fazem ter certeza: ali está a Legião Urbana!
7. Não havia aquele ar melodramático comum nos shows-tributos à Legião. Era uma celebração não apenas à memória do Renato, mas sim a toda a banda e às suas canções maravilhosas.
8. Wagner Moura desafinou? Sim, com certeza (mas até muitos cantores profissionais desafinam, e muito!). Mas agradou? Sim, com certeza! Mostrou humildade, respeito, afinidade com as canções, alegria por estar no palco com seus grandes ídolos (quem nunca teve esse sonho?), mostrou um carisma incrível (jamais vi tamanho carisma em outros tributos), pulou, dançou, enfim, estava muito feliz por viver aquele momento. E o mais importante: em momento algum quis ser Renato Russo.
9. O público estava em perfeita sintonia com o show, cantava todas as canções em uníssono. Com certeza, Wagner Moura não se ouvia com toda aquela gritaria, e mesmo assim não se intimidou.
10. É emocionante a reverência que os fãs fazem à Legião Urbana até hoje, diante das figuras de Dado e Bonfá. Um público que não aceita o que a mídia empurra (como o intragável forró universitário, por exemplo) e canta canções atemporais, que marcaram uma geração inteira e continuam marcando gerações que não conheceram a Legião na estrada (alguns nem sequer eram nascidos nessa época). Isso mostra a força dessas canções, mesmo que muitas não tenham refrãos e nem letras grudentas e de fácil assimilação. Popularidade, simplicidade e inteligência nas letras e nas composições são ingredientes que dão certo e podem estar associados. URBANA LEGIO OMNIA VINCIT.
Concorda com a minha crítica? Discorda? Faça o seu comentário! Mas antes, se não viu, veja a íntegra do segundo dia do show.
5. Por isso, quer coisa melhor do que Dado e Bonfá executando canções que eles ajudaram a criar com o Renato? Além disso, talvez essa tenha sido a última vez que Dado e Bonfá cantaram e tocaram as canções legionárias. Foi, portanto, um momento histórico!
6. Digam o que disserem do Dado e Bonfá, mas eles mandam muito bem ao vivo!!! Tocam, cantam e nos fazem ter certeza: ali está a Legião Urbana!
7. Não havia aquele ar melodramático comum nos shows-tributos à Legião. Era uma celebração não apenas à memória do Renato, mas sim a toda a banda e às suas canções maravilhosas.
8. Wagner Moura desafinou? Sim, com certeza (mas até muitos cantores profissionais desafinam, e muito!). Mas agradou? Sim, com certeza! Mostrou humildade, respeito, afinidade com as canções, alegria por estar no palco com seus grandes ídolos (quem nunca teve esse sonho?), mostrou um carisma incrível (jamais vi tamanho carisma em outros tributos), pulou, dançou, enfim, estava muito feliz por viver aquele momento. E o mais importante: em momento algum quis ser Renato Russo.
9. O público estava em perfeita sintonia com o show, cantava todas as canções em uníssono. Com certeza, Wagner Moura não se ouvia com toda aquela gritaria, e mesmo assim não se intimidou.
10. É emocionante a reverência que os fãs fazem à Legião Urbana até hoje, diante das figuras de Dado e Bonfá. Um público que não aceita o que a mídia empurra (como o intragável forró universitário, por exemplo) e canta canções atemporais, que marcaram uma geração inteira e continuam marcando gerações que não conheceram a Legião na estrada (alguns nem sequer eram nascidos nessa época). Isso mostra a força dessas canções, mesmo que muitas não tenham refrãos e nem letras grudentas e de fácil assimilação. Popularidade, simplicidade e inteligência nas letras e nas composições são ingredientes que dão certo e podem estar associados. URBANA LEGIO OMNIA VINCIT.
Concorda com a minha crítica? Discorda? Faça o seu comentário! Mas antes, se não viu, veja a íntegra do segundo dia do show.
MTV Ao Vivo - Tributo à Legião Urbana - 30/05/12 (HD)
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Lançamento do meu livro de poemas, DEVANEIOS
Quem quiser adquirir a obra, segue o link: http://loja.livrariadapaco.com.br/literatura-1/poesia/devaneios.html
Aviso aos legionários
Caros amigos legionários;
O meu blog está desatualizado por conta do meu trabalho como professor em vários lugares, e o tempo me tem sido escasso. Mas semana que vem farei o possível para continuar postando coisas novas sobre a nossa LEGIÃO URBANA.
FORÇA SEMPRE!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Livros legionários
Tenho alguns livros sobre a Legião Urbana que valem a pena ler.
Conversações com Renato Russo.
Conversações com Renato Russo.
Compilação de várias entrevistas do Renato e da Legião publicados em vários jornais e revistas, durante 1985 e 1996, em que Renato fala sobre diversos assuntos. Quando comprei esse livro, acho que o devorei em um dia.
Renato Russo de A a Z - As ideias do líder da Legião Urbana (Coord.: Simone Assad)
A proposta desse livro é bem interessante: trata-se de centenas de palavras em ordem alfabética, em que Renato dá sua opinião sobre determinado assunto, como amizade, amor, drogas, família, governo, rock e por aí vai. é interessante ver o que Renato pensava sobre diversos assuntos, desde os mais simples aos mais polêmicos. Até hoje eu o leio de forma aleatória ou mesmo escolhendo algum tema específico.
Alguns comentários de Renato Russo presentes no livro:
O Brasil é um país que não é uma nação, onde a vítima é ré, e não se respeita mulher, negro e homossexual. (1987)
Não sou louco, sou alcoólatra. É diferente. Não vou ter vergonha de ter cabelo preto, de ser canhoto. Sou uma pessoa pública, não acho que deva mentir para as pessoas. (1995)
O Descobrimento do Brasil é um disco sobre perda. Mas são poucas as pessoas que percebem isso, por causa do jeito que as músicas estão estruturadas. Todas as músicas são músicas de despedida. (1993)
Não dá para acreditar na grande mídia, e têm pessoas completamente servis, que acreditam em tudo o que lêem. (1996)
Um dos meus planos é — quando eu estiver com uns 40, 50 anos — escrever ficção. Eu tenho a minha vida toda planejada. (1986)
Renato Russo, O Trovador Solitário (Arthur Dapieve)
Biografia autorizada pela família, mostra o talento de Renato desde a infância, a doença que teve aos 15 anos, a descoberta do punk em Brasília, a turma da Colina, o Aborto Elétrico, a Legião Urbana, o sucesso, o processo de gravação de cada disco, algumas curiosidades e o fim da história. Embora fale sobre o alccolismo, Dapieve evitou entrar em temas mais polêmicos da vida do poeta. Vale a pena ler, principalmente aqueles que querem conhecer mais sobre a banda e sobre Renato Russo.
Na próxima postagem, falarei sobre mais dois livros que tenho sobre Renato & Legião.
Biografia autorizada pela família, mostra o talento de Renato desde a infância, a doença que teve aos 15 anos, a descoberta do punk em Brasília, a turma da Colina, o Aborto Elétrico, a Legião Urbana, o sucesso, o processo de gravação de cada disco, algumas curiosidades e o fim da história. Embora fale sobre o alccolismo, Dapieve evitou entrar em temas mais polêmicos da vida do poeta. Vale a pena ler, principalmente aqueles que querem conhecer mais sobre a banda e sobre Renato Russo.
Na próxima postagem, falarei sobre mais dois livros que tenho sobre Renato & Legião.
sábado, 5 de novembro de 2011
Coleção Legião Urbana - Abril
Legião Urbana é uma das poucas bandas que podem se dar ao luxo de ter toda a discografia em catálogo. E olha que a 'banda física' acabou há exatos 15 anos!
O que explica o fascínio pela Legião, mesmo passados tantos anos? Existem algumas respostas: as letras sinceras que tocam as pessoas e causam identificação, uma vez que muitas são escritas em 1ª pessoa. O instrumental simples, bem feito. a postura da banda, que jamais se vendeu pela fama. A inteligência, a postura, a ideologia, os discos clássicos, canções atemporais, inesquecíveis.
Ano passado, foi lançado um box com os discos de estúdio em digipack, versão de luxo, com novas fotos e textos sobre detalhes de bastidores à época do lançamento de cada álbum.
Eis, portanto, que a Abril coleções lança, este ano, a coleção da Legião Urbana; cada cd terá fotos e textos sobre o momento histórico no Brasil e no mundo e o processo de criação da obra.
Leia a reportagem sobre a coleção no link abaixo:
http://mdemulher.abril.com.br/tv-novelas-famosos/reportagem/acontece/discografia-completa-legiao-urbana-comeca-ser-vendida-643294.shtml
Será um volume por semana; após o 6º volume, chegarão dois por semana. Há ainda um box com um livreto com fotos e frases para guardar os cds.
Leia a reportagem sobre a coleção no link abaixo:
http://mdemulher.abril.com.br/tv-novelas-famosos/reportagem/acontece/discografia-completa-legiao-urbana-comeca-ser-vendida-643294.shtml
Será um volume por semana; após o 6º volume, chegarão dois por semana. Há ainda um box com um livreto com fotos e frases para guardar os cds.
Para muitos, não se passa de mais um lançamento caça-níqueis da EMI, que não lança nada de novo para os fãs. Para outros, é uma forma de manter a banda em evidência e sendo conhecida pelas novas gerações.
Com a pirataria rolando solta na internet, é de surpreender que muitos ainda comprem cds! E, realmente, as pessoas ainda compram Legião!!! Em muitos lugares, os cds esgotam em poucos minutos, assim que chegam às bancas! Legião é Legião!
Uma coisa é certa: tudo o que é lançado sobre Legião, faz sucesso. O motivo? Por ser esta uma grande banda de rock que até hoje encanta milhares de pessoas de várias gerações. A Legião está no mesmo patamar de ícones mundiais como The Smiths, The Doors, Beatles e outras lendas.
Uma coisa é certa: tudo o que é lançado sobre Legião, faz sucesso. O motivo? Por ser esta uma grande banda de rock que até hoje encanta milhares de pessoas de várias gerações. A Legião está no mesmo patamar de ícones mundiais como The Smiths, The Doors, Beatles e outras lendas.
Abaixo, segue a apresentação da coleção pela editora Denise Bobadilha, da Abril (o áudio não está bom):
Entrevista com Dado e Bonfá sobre o lançamento:
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Legião Urbana no Rock in Rio 2011
O dia extra do Rock in Rio (29/09/2011) teve a participação da Legião Urbana (Dado e Bonfá) com a Orquestra Sinfônica Brasileira, além de participações especiais (Dinho Ouro-Preto, Pitty, Paralamas, Tony Platão e Rogério Flausino).
Quase comprei o ingresso para esse dia, mas acabei desistindo de última hora e vi no dia os melhores momentos e, no dia seguinte, o show completo já podia ser visto no youtube.
O que eu achei? O show emocionou, sem dúvida alguma. Repertório de clássicos, todo mundo cantando junto, Dado e Bonfá com a competência de sempre, mas...
Não dá pra cantar Legião sem ser o Renato Russo... Infelizmente. Valeu a boa intenção, mas só Renato mesmo poderia cantar " 'Índios' " com aquela métrica sem métrica; Dinho cantando "Pais e Filhos" foi uma das coisas mais constrangedoras. Flausino canta bem, mas a dificuldade para cantar Legião é visível. Aquele timbre grave, aquelas letras declamadas, muitas vezes sem rima, sem métrica e sem refrão, só dava certo mesmo com o nosso poeta. Tentar cantar Legião não é para qualquer um.
Apesar de tudo, acho que valeu. Foi bonito ver a Orquestra Sinfônica acompanhando as canções legionárias e dando uma roupagem especial às melodias.
E serviu também para mostrar o valor instrumental da banda: uma orquestra, com músicos que estudaram música clássica a vida inteira, não executariam canções legionárias se não admirassem a importância dessas canções para a música e a cultura brasileiras.
E você, legionário, foi ao show? Tendo ido ou não, faça o seu comentário: Foi bom? Foi ruim? Comente!
Ao que tudo indica, esse show poderá virar um DVD. Espero que tenha extras com bastidores, ensaios e entrevistas interessantes. E o DVD do show do Metropolitan (Rio - 1994) até agora nada... Uma pena!
Para quem não viu ainda, na íntegra, o show do Rock in Rio ou quiser ver de novo, aí está o vídeo do youtube:
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